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Entre a ironia, o teatro e a reinvenção sonora: uma viagem pelos Jethro Tull
Nos dias 16 e 23 de maio, a Imacustica dedica a próxima edição dos Saturday Mornings aos Jethro Tull, uma das bandas mais originais e inconfundíveis da história do rock progressivo britânico.


Saturday Mornings | Jethro Tull — Menestréis do Rock | Lisboa & Porto
2026-05-08
Entre a ironia, o teatro e a reinvenção sonora: uma viagem pelos Jethro Tull
Nos dias 16 e 23 de maio, a Imacustica dedica a próxima edição dos Saturday Mornings aos Jethro Tull, uma das bandas mais originais e inconfundíveis da história do rock progressivo britânico.
A sessão terá lugar na Imacustica Lisboa, no dia 16 de maio, e na Imacustica Porto, no dia 23 de maio. Como habitualmente, Carlos Saraiva conduzirá a escuta comentada, desta vez dedicada a momentos essenciais da obra dos Jethro Tull, entre 1971 e 1978, através das novas misturas da autoria de Steven Wilson.
Nascidos em 1967, os Jethro Tull continuam no activo sob a liderança de Ian Anderson, figura central de uma linguagem musical que nunca se confundiu com a dos seus contemporâneos.
Ao lado de nomes como Yes, Emerson, Lake & Palmer, Pink Floyd, Genesis ou King Crimson, os Jethro Tull marcaram profundamente o rock progressivo dos anos 70. Mas fizeram-no à sua maneira.
Enquanto outros procuravam o sublime, a complexidade formal ou a tradição sinfónica, os Jethro Tull construíram um universo próprio: narrativo, irónico, teatral, acústico e eléctrico, profundamente britânico e absolutamente singular.
A flauta de Ian Anderson tornou-se assinatura.
Mas reduzir os Jethro Tull a esse gesto seria perder o essencial.
A banda soube cruzar rock, folk, blues, música antiga, sátira social e imaginação literária, criando discos que não apenas se ouvem: habitam-se.

Das margens urbanas aos mitos rurais
Entre Aqualung, lançado em 1971, e Heavy Horses, de 1978, há um arco criativo notável.
Em Aqualung, encontramos personagens à margem, crítica social, desencanto urbano e uma tensão constante entre espiritualidade, hipocrisia e condição humana.
Mais tarde, em obras como Songs from the Wood ou Heavy Horses, a paisagem muda. Entramos num território mais rural, mítico, pastoral, onde a tradição folk ganha corpo sem que a banda perca a sua identidade.
O que muda não é a essência dos Jethro Tull.
É a escala.
De marginais urbanos a mitos rurais, os Jethro Tull não abandonaram a sua voz: expandiram-na.
É essa transformação que esta sessão propõe acompanhar. Não como uma simples retrospectiva, mas como uma escuta orientada para perceber de que forma a banda foi alargando o seu universo sem diluir aquilo que a tornava única.

Steven Wilson e a redescoberta dos detalhes
A partir de 2011, no 40.º aniversário de Aqualung, teve início uma das mais importantes séries de revisitação sonora da obra dos Jethro Tull: os remixes conduzidos por Steven Wilson.
Mais do que uma simples remasterização, este trabalho partiu das fitas master multicanal originais. Wilson reconstruiu as misturas a partir da base, limpando o som, recuperando planos instrumentais e revelando detalhes que permaneceram discretos, ou mesmo enterrados, durante décadas.
O resultado não é uma modernização artificial.
É uma aproximação mais clara à matéria original.
A música ganha espaço.
As vozes respiram melhor.
Os instrumentos encontram nova presença.
As camadas tornam-se mais legíveis.
Para uma banda como os Jethro Tull, onde cada arranjo combina detalhe, teatralidade e subtileza, esta abordagem permite uma escuta particularmente reveladora.
É uma oportunidade rara para ouvir estes temas com uma definição renovada, percebendo melhor a arquitetura interna das composições, as escolhas de produção e a riqueza de uma discografia que continua a resistir ao tempo.
Uma escuta com tempo, detalhe e contexto
Nesta edição dos Saturday Mornings, a proposta da Imacustica é regressar a um período essencial da obra dos Jethro Tull, entre 1971 e 1978, e escutar alguns dos seus momentos mais marcantes com atenção ao contexto, à evolução estética e à dimensão sonora das novas misturas.
Mais do que ouvir canções conhecidas, trata-se de compreender como a banda construiu uma identidade tão própria: entre a crítica e a fantasia, entre o rock e o folk, entre o sarcasmo e a beleza melódica.
Uma escuta guiada, com leitura, detalhe e tempo.
Como esta música exige.
Dois espaços, a mesma proposta
A edição dedicada aos Jethro Tull terá lugar em dois momentos:
LISBOA — sábado, 16 de maio
Sistema de Áudio composto por:
JBL
Krell - Vintage
Sistema de Áudio composto por:
JBL
Krell - Vintage
PORTO — sábado, 23 de maio
Sistema de Áudio composto por:
A anunciar brevemente.
Sistema de Áudio composto por:
A anunciar brevemente.
Em ambos os espaços, a Imacustica propõe uma manhã dedicada à escuta atenta, ao encontro e à partilha em torno de uma banda que continua a ocupar um lugar muito próprio na história da música.
Serão duas ocasiões para revisitar um repertório essencial, ouvir com outra profundidade e redescobrir uma obra que, mesmo depois de tantas décadas, continua a revelar novas camadas.
Inscrições Saturday Morning
Os lugares são limitados e a confirmação de presença é indispensável.
Para garantir o seu lugar, envie email para: