As amplificações de elevada potência da gama Cadenza da MBL foram os primeiros amplificadores a utilizar esta tecnologia e são criação do Jürgen Reis, o projetista chefe. Esta técnica exclusiva permite que o C51 alimente as mais complexas e difíceis das colunas com absoluto controlo.
As tecnologias de amplificação – um sistema de classes
O mundo do áudio define os princípios de funcionamento dos circuitos dos amplificadores convencionais através de letras do alfabeto, em que diferentes letras representam distintas propriedades.
Por exemplo, uma específica variação no sinal musical, muito conhecida como sendo derivada de distorções artificiais, ou harmónicas, é dita como sendo uma indesejada adição à música. Os amplificadores de funcionamento em Class A não produzem quaisquer dessas distorções; as suas características de distorções são homogéneas e consistentes ao longo de todas as frequências no sinal musical, mesmo a diferentes níveis de volume. A sua função também é bastante independente das propriedades do sinal eléctrico nas colunas de som ligadas e este comportamento tem uma grande influência no som. Os amplificadores em Class A gastam substanciais níveis de corrente e convertem-na em significativas quantidades de calor. Como tal, necessitam de enormes dissipadores de calor, muita ventilação e muito espaço à sua volta, para libertarem todo esse calor.
Os amplificadores de funcionamento em Class A/B trabalham em Class A, apenas, quando os volumes sonoros são reduzidos. Assim que o nível de volume é levantado, comutam para o modo de funcionamento em Class B, muito mais eficiente, o qual necessita de muito menos corrente e produz muito menos calor. E a sua consistência de amplificação – tecnicamente falando, a sua linear resposta em frequência – não se altera em função das propriedades das colunas de som ligadas. A moeda de troca em relação a este tipo de funcionamento é que dá origem a distorções de crossover, em que estas distorções dependem das frequências e da potência. Como regra, os amplificadores de funcionamento em Class A/B tendem para distorções não lineares, mas antes dependentes da intensidade do nível de volume, o que pode perturbar o prazer da audição.
Os amplificadores de funcionamento em Class D, também conhecidos como "amplificadores comutáveis”, são ainda mais eficientes. Nem as mais violentas das festas de garagem fazem com que aqueçam. No máximo, os seus compactos chassis conservam-se mornos ao toque, mas as suas distorções podem variar de acordo com as características das músicas, pelo que a sua distorção harmónica não é linear. Também foram desenvolvidos para funcionamento com um valor específico de resistência em mente – por exemplo, 4 ohm. Mas a resistência AC (a impedância) das colunas varia ao longo das frequências nas músicas e, no caso dos amplificadores de funcionamento em Class D, isso pode levar a flutuações na sua resposta em frequência e a distorções nas altas frequências.
O desafio? Será possível uma combinação entre a beleza musical das amplificações em Class A, com a estabilidade dos modelos em Class A/B e com a enorme conveniência e benefício dos amplificadores de Class D? A resposta a essa pergunta é "Sim” e a MBL encontrou a solução na tecnologia LASA. Ao amplificadores com tecnologia LASA aproveitam várias tecnologias independentes para produzirem música com uma tal leveza, que lhes permite uma ligação emocional. Palavras como "segurança” e "desafogado” são, muitas vezes, utilizadas para descrever o que a tecnologia LASA revela durante os testes de audição. Porque será?
Os testes laboratoriais, ou como ultrapassar cargas difíceis
As medições e os padrões convencionais de avaliação falham todos quanto a uma explicação sobre a ingenuidade que está por trás das capacidades da tecnologia LASA. De acordo com os padrões laboratoriais definidos, quando um amplificador funciona ao máximo das suas capacidades, há uma resistência medida entre os bornes dumas colunas – tipicamente, com resistências da ordem dos 4, ou 8 ohm. Mas, no mundo real, o amplificador tem que lidar com colunas de som que são tudo, menos bem comportadas. As bobines e os condensadores presentes nos divisores de frequências das colunas, e até os próprios chassis dos altifalantes, não só alteram a resistência em função da frequência, como também reagem de forma imprevisível às rotações de fase (a relação entre a corrente e a voltagem). Analisadas em conjunto, estas complexas "interações” eléctricas podem, decididamente, perturbar o funcionamento dum amplificador de potência.
A MBL, através do seu programa de desenvolvimento e de integração de medições, simula com precisão a tecnologia LASA com cargas complexas e em todas as possíveis situações, incluindo o mítico teste 4QT. O teste 4QT revela que os amplificadores com tecnologia LASA são capazes de, sem esforço, alimentar colunas de som com as mais diversas características eléctricas e, com o mais recente desenvolvimento desta tecnologia (LASA 2.0), a MBL otimizou-a ainda mais, de modo a proporcionar reproduções musicais estáveis, poderosas e brilhantemente transparentes.